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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Não é mais um caso, de solidão!

Não vivo em busca de amor ou de um principe encantado. Sou prática e objetiva. Busco a mim mesma, todos os dias, sempre que me olho no espelho. E isso me faz feliz, a busca pelas minhas qualidades, defeitos e desvios de caráter. E sabe... cada dia descubro mais sobre mim mesma do que imaginei que poderia.
Não me deixo levar, não mais , pelas grandes emoções. O abstrato não me retrata, o concreto me traduz, e seduz. Acredito ser bonita e breve, como as borboletas, que duram 24 horas. Muitas vezes pareço ser sem ao menos começar a aparecer... outras apareço completamente, sem parecer ser. Durante alguns instantes sou tão pequenina e gigante, simultaneamente que me perco dentro de mim mesma. Labirinto antes de sonhos.
Me disseram que sou fria, mais frio é quem não consegue me prender e surpreender. Acho que esse é o sentido da minha vida, querer ser surpreendida. Mas acredito que me surpreender é de uma dificuldade tamanha. Não espero nada de ninguém, nunca. Não vale a pena.
Apenas me decepciono com meus fracassos, pessoais e individuais. E acredite, não me decepciono mais. Pela primeira vez , durante todos meus dias de fracasso e sucesso, estou feliz comigo mesma. E não preciso de mais ninguém para completar minha felicidade, a mim mesma, eu já basta.
Não provo nada para ninguém e não tento mostrar o que não sou. E esse é o show da vida, ser descoberta por quem realmente se interessa por quem eu sou. Não dormir um dia em cada cama, e acordar com qualquer bacana que nem sabe quem eu sou. Me entrego para quem me satisfaz, dentro dos padrões escolhidos por mim, não nos padrões para que a sociedade satizfaz.
E espero tadas as noites ter para onde voltar, e sempre que necessário, me repensar e analisar uma nova maneira de ser. Mas nesse momento, o que sou me basta...e transborda orgulho quando penso na mulher que me tornei, após tantos acontecimentos...
Não é mais um caso de solidão...nem é questão de opinião!

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